O termo „máquinas simples“ (também chamadas de máquinas que economizam força, transformam força ou facilitam o trabalho) engloba ferramentas ou dispositivos mecânicos que servem para converter uma força ou otimizar o efeito de uma força. Exemplos de máquinas simples são a corda, a alavanca, a roldana e o plano inclinado (cunha), que aparecem em alguma combinação em quase todas as máquinas de força. [1]
Elas desempenham um papel importante no cotidiano, muitas vezes até mesmo não reconhecido. Rampas para cadeiras de rodas, roscas, o cadarço de um sapato ou a maçaneta da porta são exemplos disso. O estudo das máquinas simples pode contribuir no ensino de física para que os alunos percebam seu ambiente de forma diferente e reconheçam os princípios físicos das máquinas simples como um padrão nas diversas aplicações do dia a dia. [2]
Máquinas simples são um tema tradicional do ensino de física, presente em muitos currículos no início do ensino fundamental II. O tema às vezes já é recomendado para o ensino fundamental I nas aulas de ciências. A relevância do estudo das máquinas simples se deve à sua forte relação com o cotidiano e ao conhecimento culturalmente enraizado que está associado a elas. [3]
Os seguintes temas e termos técnicos geralmente são abordados em combinação por meio de vários modelos de aplicação diferentes do cotidiano:
- Transmissão por manivela
- Juntas cardan
- Excêntrico
- Manivela paralela
- Engrenagem dentada
- Mecânicas de alavanca articulada
- Contagem
- Travas de catraca
- Guinchos de cabo
- Polias compostas
- Transmissão diferencial
- Engrenagens de parafuso sem-fim e fuso
- Forças e sua medição
Os modelos, desde o limpador de para-brisa de ônibus até o trem de pouso de avião, do contador até a máquina automática de vendas, oferecem, por meio de uma construção simples e explicações fáceis de entender, uma visão abrangente de várias mecânicas e dos princípios básicos dos efeitos físicos.
As folhas de exercícios são formuladas de forma orientada por competências, conforme os planos educacionais. O objetivo é controlar, refletir e avaliar o próprio pensamento na resolução de problemas e assim construir novos conhecimentos. Problemas devem ser identificados, estratégias de solução desenvolvidas e aplicadas.
- Onde existem pontos fracos construtivos em uma montagem?
- Como podem ser resolvidos?
- Por que certos detalhes foram resolvidos dessa forma e não de outra?
- Existem alternativas? Quais seriam as consequências?
Dessa forma, o conhecimento técnico verdadeiro é transmitido – de maneira lúdica, porém sólida e aprofundada conforme o desejo e a necessidade. Paralelamente, são treinadas a capacidade de visualização espacial, o pensamento lógico, a análise de problemas, os fundamentos da física e a compreensão da tecnologia usada diariamente, experimentados por meio de experimentos realizados pelos próprios alunos.